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domingo, 5 de abril de 2015

terça-feira, 6 de agosto de 2013

sexta-feira, 28 de junho de 2013

coorpoativo

Uma corporação é como uma cidade grande. Nela habitam bairros, departamentos, torcidas, representantes, trabalhadores, traidores, piões, ladrões, garis, cri cris, corruptos, maldosos, medrosos, mesquinhos, corajosos, ativos, passivos... e profissionais.  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

fotomemoriagrafia

http://fotomemoriagrafia.tumblr.com

Marcas são a minha ponte. Não tenho pretensão em discutir o quanto as marcas me bombardearam durante a vida, o quanto este mundo é cruel, o quanto as pessoas são consumistas, amantes da ostentação ou o quanto todos esses símbolos supostamente só queriam a todo o tempo me convencer a comprá-los. Eu não entro nessa discussão. E nem quero. Minha proposta é mostrar um outro ponto de vista para as marcas.

Como disse anteriormente, as marcas são a minha ponte. Eu não sou bom de memória. Mas descobri - em parte - o porquê de ter escolhido cursar Comunicação Social com a tal ênfase em Publicidade & Propaganda: eu adoro o poder de significação que uma marca consegue trazer consigo. Essa é a parte espetacular e intrigante das marcas e dos símbolos: como eles penetram em nossa memória, como nós os legitimamos e como os reconhecemos automaticamente, tão automático quanto andar de bicicleta.

As marcas são a minha ponte simplesmente porque quando penso nelas consigo associar com algo/alguém importante. Obviamente consigo lembrar de fatos sem associar às marcas, mas a lembrança por si só não é a proposta desse trabalho, e sim as marcas que me habitam, as marcas que por algum motivo estão dentro de mim. Já disse Eduardo Galeano: “A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo”. Não que as marcas sejam a coisa mais incrível do mundo, mas, com elas, posso trazer à memória aquilo que me traz esperança.

Acesse: http://fotomemoriagrafia.tumblr.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

sobre o tesão

Na listinha de Deus
dos pais o homem não deve sentir tesão
Na mesma incluiu seus irmãos.
De resto, sobre o tesão, até Deus duvida.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Pique-esconde

Conto agoniado.
Depois de cem, lá vou eu. 
Um falso vazio habita 
todos os cantos. 

Eu devia de ser destemido 
como um caçador. 
Mas na verdade 
esse pique é da presa 
procurando o predador.

sábado, 1 de setembro de 2012

Ensaudecida

Quando se está há poucos minutos
de matar a saudade
ela se mistura com ansiedade,
que ensandecida
suicida-se quando você chegar.


Quando você chega
ela se mata, se joga do prédio,
se enforca,
mas do chão ela cresce,
das cinzas renasce
se você sai fora.


Por isso vá, mas volte
minha assassina preferida
que teu crime na minha moral
é infração permitida


demore um pouco
que eu já sinto sua falta
minha bandida
mate a saudade, suicida,
ensandecida, ensaudecida...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ventana

Viajantes são como janelas. Deixam o vento entrar, porque em cada partícula de brisa que os corta existe a vontade e a permissão de que apenas vente algo novo - e novamente. Renovar os ares que nos cruzam não deve ser exclusividade das férias. Precisei ficar sem ar para compreender isso, por mais que seja tão óbvio quanto respirar. Bons ares. Sempre.

terça-feira, 17 de julho de 2012

I Hope Som

Um laço é o nó que eu almejo
não é requinte, é ensejo.
Já vejo a roda, agora é entrar no eixo
Que o erro é ponte pro acerto.

Seguir por outra mão
Achar outra estrada
Atalho é furada
Caminho fácil? Não.

Achar a direção
Perder? Informação.
Felicidade é o fim
Que vai dar tudo bom.

I hope som

O incerto eu boto para fora
E a vontade me engole
Decidir é abdicar
De um outro lado que me encolhe

Não vou me adiantar
Que isto está por vir
Por vezes apressar
É retardar um fim

Agora é preparar
Alguém para contar
Outro pra descobrir
Treinar pra ter o dom

I hope som

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Diferença

Diferença básica entre um pinto e um coração:
O pinto quando não estimulado permanece mole.
Já o coração tende a ficar duro.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Origami

Por vezes me irrito com o tempo. Ou melhor, a falta deste. Já lamentamos sobre a falta, os desdobramentos da falta e as dobras formadas. Não iremos a lugar nenhum pensando na falta do tempo e em seus desdobramentos, mas cresceremos formando dobras: firmes, alinhadas e belas. E eu quero ser assim com você, como um origami.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Resposta ao "Paradoxo", de Amélia Tomás

Há de ser compreensível
E de fácil entendimento
Que se o amor é infindo
Tal qual o firmamento
Eu caibo nele e o pratico,
em vida e em pensamento.

--

Paradoxo

É sem dúvida esquisito
E não tem explicação
Que sendo o amor infinito
Caiba em nosso coração.

(Amélia Tomás)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ponto da ponta

Tem um moço alto
aqui na minha frente,
fumando um cigarro.
Até parece um.

Tomando como base a forma
de cigarro que tem o seu corpo,
vejo dois cigarros
queimando.

Esse é ponto.

No fim, o último ponto
da ponta do cigarro
é a última ponta
do ponto do sujeito.
Pronto. Ponto final.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sub-prova

É tão certo assim?
Passar por um exame que
supostamente vai
Medir, pontuar e dizer
Quanto daquilo valeu
E o resto está errado.
Sem mais. Nota lançada no papel.
Teste valendo dez
ou talvez só uns pontinhos
Valendo pra prova final
Talvez você vá precisar
Se não conseguir atingir
O mínimo pra poder passar
Mas sou um amigo leal
Sei tocar um violão
Perdoo sem maquinagem
Não conta ponto nenhum?
Não.
Professor(a):
Tira a caneta vermelha
E ensina a matéria da vida
Não quero ser aprovado
Quero provar todo dia.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Achaque

Quando se perde a casa
A causa da vida perde o chão.
Ai de quem não recuperar o piso
Pois o teto distancia-se
e vira o céu, que é lindo,
mas incontrolável.
Objeto de decoração da esquina,
à margem da rotina social.
O que passa a compor o sem teto
é um cem de nadas.
A estima vira o solado
de um pisante velho.
Pode achar que é tudo,
mas é mais rua
que o próprio asfalto.

*Após assistir o documentário "À margem da imagem", de Evaldo Mocarzel, disponível aqui.