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sexta-feira, 23 de março de 2012

Achaque

Quando se perde a casa
A causa da vida perde o chão.
Ai de quem não recuperar o piso
Pois o teto distancia-se
e vira o céu, que é lindo,
mas incontrolável.
Objeto de decoração da esquina,
à margem da rotina social.
O que passa a compor o sem teto
é um cem de nadas.
A estima vira o solado
de um pisante velho.
Pode achar que é tudo,
mas é mais rua
que o próprio asfalto.

*Após assistir o documentário "À margem da imagem", de Evaldo Mocarzel, disponível aqui.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mijo meu

Não sei se é bexiga ou cérebro
controlando a situação,
pois o passo segue o caminho
sozinho.
Mictório e vaso viram arte
e banheiro exposição.
Um aperto toma o corpo,
a mão aperta o ovo,
o alívio sai a jato:
Líquido, quente e dourado.
De cada mijo meu,
um ritual sagrado.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sobre crenças

Cada crença devia entender
Que é um instrumento fazedor de música.
Como uma sinfonia da tolerância
São lúdicas
quando tocadas juntas.

sábado, 10 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

mais uma percepção sobre o amor

Amor é doar tudo o que de melhor possa existir em você,
mas aceitar tudo o que de pior possa existir no seu amado.