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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Não vou esperar, nem desesperar

"Sei lá menina, tá tudo tão legal, e um legal tão batalhado, um legal merecido, de costas e pernas doendo, mas coração tranquilo. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito.
Então uma voz que eu não ouvia há muito tempo, tanto tempo que quase não a reconheci (mas como poderia esquecê-la?), falou meu nome. Quando você ainda nem entendeu direito o que aconteceu, ou o que não aconteceu, (...) vem alguém de repente e te dá um soco no estômago.
Veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara. Não, não sei o que gostaria que você me dissesse. Dorme, quem sabe, ou está tudo bem, ou mesmo esquece, esquece. Bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado."

Caio Fernando Abreu

Em parte, poderia ser adaptado para mim(nós).

Feliz 3.6, 3½ ou 3,5.

sábado, 26 de novembro de 2011

chão ao céu

                                   
                                                        céu.

Cuida no chão, para me levar ao





domingo, 20 de novembro de 2011

Sonhar é como criar galinha

O sonho é ótimo
quando podemos
comê-lo.
É como criar galinha.

Alimentar, engordar
e proteger.

Logo depois chegamos à parte
onde as pessoas realizam
ou não os seus sonhos:

Comem ou deixam morrer.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Casa de Vó

Casa de vó, meu dia então
torna-se mais repleto
Com mais carinho e atenção
que cuidam de mim por perto
Hora do Almoço, comida na mesa, 
mãos dadas para a oração 
Depois do banquete, espera o pudim 
que vem pra repartição

Barulho de família
e do tamanho da mesma
Silêncio se espalha na sala
chegada da sobremesa
Aquele neto chato, não gosta de pudim, traz vô
tira da Kombi caixa de doce pro neto ficar feliz, na

Casa de vó termina de tarde
todos se despedem do Rio
Dá um trocado, um doce um agrado pros netos que já vão indo
Benção no vô, benção na vó e um abraço naquele tio
Volta pra casa, volta com Deus
É o fim de mais um domingo.

23/09/2008

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Brancos

Talvez se eu visse tantos brancos quanto um esquimó
Menos brancos eu iria ter
Sabe lá quantos brancos ele teve,
sabe lá quantos brancos ele vê

O branco para mim é um.
Só um tom do branco que eu vejo
O branco da memória falha, não é branco
é preto.

O branco para o esquimó é muito
Nas qualidades que a neve pode ter
Será que quando o esquimó tem um branco
É branco que ele vê?

25/11/2009





quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A amo

Nos desentendemos sem oscilar.
Aceitamos o que nos difere
e curamos o que nos fere.
A amo porque nus,
amamos.

22/09/2009