bèrro sucinto via e-mail (feed):

domingo, 22 de maio de 2011

Shhhh



Tentei escutar o silêncio
com tantos ruídos não dá
o silêncio está sendo esquecido.

Já não o ouço à noite
e na madrugada não há
espaço pra a ausência de som estar.

Batuques, bagunças, buzinas
Carros voando em avenidas
Nem dormindo consigo escutar
Silêncio onde você está?

E o que eu faço agora
é parar pra tentar te escutar
são tolas minhas tentativas
você vai embora quando eu chegar.

Sirenes e sons excedentes
Gritos de lá e da gente
Nem dormindo consigo escutar
Silêncio onde você está? 


Ninguém quer mais te provar?

2 comentários:

Larissa de Oliveira disse...

Poema fantástico!
Adorei!
=)

Alberto Pereira disse...

Que bom que você gostou Larissa! É sempre bom saber o que sai dos outros do que sai de mim.